inimigo do estado
eu só fico maior a cada texto
invisível lutando pra ser visto
cada verso expande o universo
repertório que agora organizo
é o desenho que agora eu crio
nain nasceu pra lavar a alma
chegou a hora de botar a cara
resgatando essa raiz profunda
escrevo pra te acordar pra vida
sob o olhar da multidão virtual
canetar tem uma função social
há anos afundado no estrago
sou pura disposição pro mal
agora isso aqui virou trabalho
geral sabe que ela quer tralha
os ladrão que picota na faca
decepa cabeça à sangue frio
depois come o coração vivo
e ainda sai dando gargalhada
eu sou inimigo do estado do rio
saído do berço já trocando tiro
rumo a beco, no verme eu miro
ouço o estalo seco, estampido
aprendi cedo a distinguir o tipo
acerto de contas aqui e agora
na base da bala ou madeirada
arrancar os pinos da granada
a cabeça de nossos inimigos
medo algum de energia pesada
pois ela reside em meu íntimo
por dentro do corre do translado
fazer dinheiro é a lei do estrago
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