fogo na laje
ainda vou comer essa tempestade
na madruga taco fogo aqui na laje
meu cotidiano é o da brutalidade
muita coisa que rola no invento
o mundo mudando aqui dentro
eu gosto de ser romântico sem véu
gosto de abrir o chão e fechar o céu
me alimento do ódio que tu causou
confesso que ele é muito inspirador
com a guia de aço pode furunfar
é minha correntinha na cara dela
sedento da adrenalina de artista
visando a tal verborragia infinita
com fome de exposição midiática
já pode avisar lá que nós é mídia
palavras mudam tudo assim espero
se a internet é a rua dois ponto zero
vou atropelar tudo sem deixar lastro
sem paciência com criado em pasto
certas coisas tu não vai entender
porque pra entender tem sentir
então não adianta que eu insista
com você não é no amor
sua opinião é tipo vida de racista
não tem nenhum valor
sinto informar mas isso é um assalto
celular não pode mais ser desligado
e se eu sair de casa preciso levá-lo
falei que agora isso aqui é trabalho
liricista nato, burguês eu mato
a chacina vai mudar de lado
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