bonde do jonh brown
noite sempre dividida em duas
a insônia já é uma realidade
na selva caçando as palavras
pensar em play esquenta a cara
aqui dentro já não há bondade
eis o dono da caneta ancestral
pixando no muro a arte visceral
sou agressão visual proposital
uma porrada metafórica na cara
e se preciso uma porrada literal
vivacidade, rebeldia e audácia
papo reto em gestação mental
daqui nove dias nasce a poesia
na minha atitude ela influencia
dou em cima de mulher bonita
no limiar entre o sono e a vigília
tomo consciência da dinâmica
da pista os saberes empíricos
a polícia é fantoche dos ricos
caneta afiada é ponta de faca
tão letal quanto arma de fogo
nina escolheu pagar o preço
nina sentiu a urgência no peito
brotou o bonde do john brown
um homem que deu o exemplo
eu sou herdeiro da falsa abolição
por isso tô com esse fuzil na mão
tentado pelo errado desde novo
um dia será a vez do nosso povo
fazer a tal chacina da revolução
vamos fatiar esses caras vivos
o meu espírito clama por isso
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